O pior cego é o que não quer ver

*Por Gervásio Lima – 

Os mais antigos ditados populares voltaram a ser lembrados e muito utilizados na atualidade. De forma simples e de fácil compreensão e interpretação, os provérbios, ou adágios populares, a partir de frases curtas, têm a função de aconselhar, advertir e principalmente transmitir ensinamentos. Eles fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro. Os autores dessas expressões geralmente são anônimos, mas são atribuídos quase sempre ‘aos avós’. Como dizia…

Esta forma de comunicação rápida e indireta tem sido uma das formas encontradas por aqueles que utilizam ‘atalhos linguísticos’ para passar uma determinada mensagem. No atual momento que vive o mundo, em especial o Brasil, com uma das maiores crises sanitárias da história, todo cuidado é pouco com o que se pretende expressar. O mal entendido tem criado desavenças, intrigas e até mesmo violência física. Por conta disto, sem querer querendo, é cada vez mais comum recorrer a metáforas e ditados.

Ao analisar e decodificar o que se lê ou o que escuta, conseguirá tirar as conclusões e se conectar com a realidade, uma forma subjetiva de entendimento sobre algo apresentado. É possível compreender algo sem interpretá-lo, porém não é possível interpretar sem compreender. Talvez seja essa a máxima do sucesso dos provérbios que estão sendo utilizados com tanta frequência.

É possível que uma frase dita em determinada localidade tenha significado diferente em uma outra região, mas – uma coisa é certa – o recado atinge os mesmos objetivos. Sem ir muito longe, resumiríamos o que acontece na política e no comportamento do Brasil e dos brasileiros com a política e com a prevenção da Covid-19, que vem matando uma média de 3 mil pessoas por dia:

As aparências enganam

Diz-me com quem andas e eu te direi quem és

Para bom entendedor, meia palavra basta

Tapar o sol com a peneira

Quem com ferro fere, com ferro será ferido

Quem se mistura com porcos, farelo come

Quem semeia vento, colhe tempestade

Um dia é da caça, outro do caçador

Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe

Quem fala o que quer ouve o que não quer

Quem ri por último ri melhor.

×Jornalista e historiador