Dedicação aos estudos faz jovem baiana ser disputada por universidades americanas

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As aulas começam no segundo semestre

Viver uma infância em um bairro de classe média baixa torna mais difícil o caminho rumo ao sucesso profissional, mas isso não é desculpa para desistir. A baiana Georgia Gabriela Sampaio é a prova de que o estudo vale a pena: moradora da periferia de Feira de Santana, a filha de uma cabeleireira e um comerciante foi disputada por nada menos que nove universidades americanas (Stanford, Columbia, Dartmouth, Yale, Duke, Middlebury, Northeastern, Barnard e Minerva) graças às boas notas e ao seu talento.

Sem dinheiro para conhecer as instituições que lhe aprovaram e assim tomar a melhor decisão, Georgia precisou do apoio de um banco para viajar aos Estados Unidos e fazer as visitas. Acabou optando por Stanford, na Califórnia, instituição que está entre as mais conceituadas do mundo e que só aceita cerca de 12% dos estudantes que tentam entrar ali.

Para se manter lá, a baiana contará com o auxílio de uma bolsa de estudos, visto que a família não tem condições de bancá-la nos Estados Unidos. A ideia dela é se dedicar às áreas de engenharia biomédica e ciências da computação

A escolha de Georgia tem a ver com um projeto que ela fez e foi selecionado em um programa da empreendedorismo social promovido por alunos da Universidade Harvard, no ano passado — na ocasião, outra brasileira, a Raíssa Müller (à direita da foto), também foi contemplada.

A proposta da baiana era um kit para fazer o diagnóstico de endometriose de forma mais rápida e simples. A doença é uma inflamação da parede interna do útero, que causa muita dor, sangramento e pode levar à infertilidade.

A ideia surgiu cerca de três anos atrás, após uma tia sofrer com a doença.

— O caso foi complicado porque ela passou muito tempo sem saber que estava com a doença e chegou ao nível grave, e teve que tirar o útero. É uma doença que as pessoas conhecem pouco. O diagnóstico final é muito caro e o inicial é ineficiente. A ideia desse diagnóstico é apontar para a mulher que a dor que ela sente pode ser uma doença muito grave.

Primeira pessoa da família a entrar na universidade, Georgia contou com a perseverança da mãe, que sempre buscou bolsas de estudos em bons colégios particulares para ela. Apesar disso, ela foi reprovada em todas as instituições de ensino americanas às quais se candidatou em 2013.

A solução foi estudar ainda mais e tentar novamente. Desta vez, deu certo. As aulas começam no segundo semestre e Georgia partirá para um novo passo em sua vida acadêmica e profissional. Diante desse histórico, tem tudo para ser mais uma vez bem sucedida.

R7.com

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