Após polêmica, Marina pedirá que procuradoria investigue ela e o marido

A ex-senadora Marina Silva (PV-AC) pedirá ao Ministério Público Federal que investigue ela própria e seu marido, o técnico agrícola Fábio Vaz de Lima.
Com a manobra, Marina espera proteger o casal de acusações esbravejadas pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Na quarta-feira (11), ele afirmou que Lima havia fraudado contrabando de madeira --por tabela, Marina, à época ministra do Meio Ambiente, teria sido conivente com a irregularidade.
O pedido de investigação, segundo a política, será formalizado nesta segunda-feira (16), em reunião com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
CONFUSÃO
Marina estava no plenário quando Aldo Rebelo, relator do novo Código Florestal, pôs Lima na berlinda, mas não se pronunciou no momento. Os dois políticos vêm se bicando por conta do projeto de reforma do código, criticado por ambientalistas e definido por Marina como muito ruim.
Nas horas seguintes à confusão, a verde limitou-se a postar no Twitter que o deputado tinha apresentado um novo texto recheado com pegadinhas. Mas se calou sobre as irregularidades envolvendo o marido na época em que a pasta do Meio Ambiente estava sob sua chefia (2003-2008).
Ela reage agora com um vídeo divulgado na internet. "Fui surpreendida por acusações levianas contra mim e meu marido. [...] Confesso que não acreditava que o deputado fosse capaz de fazer tamanha leviandade. Até porque ele, mais do que ninguém, sabe que as acusações não são verdadeiras."
Marina reconhece que, "quando se está em vida pública, não basta dizer que é inocente". Por isso, ela afirma ter pedido que fosse alvo da procuradoria. "É fundamental que cada denúncia possa ser investigada, para que se possa ser provada a inocência e a culpa."
De acordo com a verde, o casal só foi implicado no escândalo por retaliações de setores insatisfeitos com a luta empenhada por Marina no Ministério do Meio Ambiente.
"Elas [as denúncias] aconteceram quando eu, juntamente com a Polícia Federal e o Ibama, decidimos combater "o comércio ilegal de madeira e o desmatamento criminoso".
Folha Online