Tudo o que a ciência tem a dizer sobre a alimentação vegetariana

Um plano alimentar vegetariano é aquele que faz dos alimentos de origem vegetal protagonistas. O consumo de carne e de peixe é totalmente excluído, mas o ovo-lacto-vegetarianismo permite a inclusão de ovos e produtos lácteos na alimentação diária. Quando se trata de um plano alimentar isento de todo e qualquer produto de origem animal, então estamos perante o veganismo. Por ser um tipo de alimentação com cada vez mais seguidores e por serem já vários os estudos que apontam o dedo ao impacto negativo da carne e do peixe na saúde humana (sendo que no caso do peixe o grande pecado é a forma como é produzido), o vegetarianismo capta cada vez mais a atenção da ciência, que tem estudado o efeito de uma dieta vegetal não só na saúde humana, como também na saúde do ambiente. No que diz respeito ao impacto do vegetarianismo na saúde dos seus seguidores, existem alguns riscos – como a carência de vitamina B12 -, mas existem também muitos benefícios e a verdade é que estes ultrapassam qualquer risco. Tal como destaca o Deporte y Vida, que recorreu às mais recentes pesquisas na área da nutrição, seguir uma dieta vegetariana melhora a pressão arterial e reduz consideravelmente o risco de morte e tudo graças à exclusão de um dos maiores inimigos da saúde atual: a carne vermelha (apontada pela Organização Mundial da Saúde como potencialmente cancerígena). Além disso, as pessoas que seguem uma dieta vegetariana tendem a adotar um estilo de vida mais saudável, em que os alimentos processados são escassos e a prática de exercício físico é uma constante. Deste modo, as pessoas que seguem uma alimentação vegetariana correm um menor risco de ter câncer e de sofrer de qualquer tipo de patologia cardiovascular e diabetes. Por atuar como um escudo protetor, a alimentação vegetariana pode ajudar no tratamento de algumas doenças, como o câncer e a diabetes tipo 2. Uma vez que os alimentos de origem vegetal tendem a não interferir de forma tão intensa com o sistema hormonal como a carne faz (à exceção da soja, cujos efeitos ainda estão a ser analisados cientificamente), o humor fica melhorado e os sentimentos depressivos são menores.