Cai número de mortes no trânsito de Salvador

Do início do ano até o dia 10 de agosto, ocorreram 40 mortes no trânsito de Salvador causadas por atropelamento. No total foram 332 pessoas feridas em consequência deste acidentes. Ao longo de 2014 foram registradas 89 mortes e 1.592 feridos nas mesmas circunstâncias. Os números são do Setor de Estatística e Acidentologia da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador -Transalvador – e fazem parte de um estudo que aponta para uma tendência da diminuição de atropelamentos na capital baiana. A Avenida Vasco da Gama é, atualmente, onde ocorrem mais atropelamentos em Salvador. Do início do ano para cá já foram registrados 22, sendo um fatal. Duas pessoas também morreram na Avenida Afrânio Peixoto –Suburbuna- e duas na Antônio Carlos Magalhães, desde que começou 2015. No mesmo período, 16 sofreram ferimentos na Suburbana e 15 também foram vítimas da mesma situação na AV. ACM. Miriam Bastos, Gerente de Educação para o Trânsito da Transalvador, atribui à queda do número de atropelos na capital, ao trabalho das “ações estruturantes” que vêm sendo feito pelo órgão municipal e o foco na “educação no trânsito”, que se estende por escolas e bairros. São nos horários considerados de “pico”, no início da manhã e final da tarde, que avenidas como Luiz Vianna Filho (Paralela), Mário Leal Ferreira (Bonocô), consideradas pólos geradores de carros, tornam-se das mais perigosas da cidade, com registros de frequentes acidentes envolvendo vítimas. “O motivo primeiro é comportamental, por parte do condutor como também do pedestre. Estes trechos estão bem sinalizados, têm equipamentos de segurança que são as passarelas, mas as pessoas insistem em atravessar, sem levar em consideração estes equipamentos. CONTINUAR LENDO...

A questão preponderante que nós vemos aqui é o desrespeito à legislação, por parte dos condutores, quando o código de trânsito exige maior atenção, mas também por parte de pedestres. A legislação é clara, o condutor tem que ter a maior responsabilidade, ele está com a máquina, mas o pedestre também tem, de acordo com as regras de circulação, deveres. Estes trechos são considerados nevrálgicos, com grande circulação de veículos, que exigem atenção redobrada”, relatou. Ainda conforme Miriam Bastos, o motorista tem o dever de garantir a segurança do pedestre e, assim, evitar acidentes. “O cumprimento das regras de circulação de trânsito é a palavra de ordem. Afinal de conta é o exercício da cidadania e o condutor tem de estar atento ao que está determinado no Código de Trânsito. Ele tem o dever de estar garantindo esta segurança, dentro do seu nível de competência. E o pedestre também está lá no Código, em artigo específico, portanto tem o dever também de compartilhar os espaços de forma respeitosa”, orienta.
Com vias sinalizadas e velocidade máxima de 70 kms por hora em alguns trechos, Miriam Bastos afirma que a Transalvador tem contribuído “ sistematicamente” para que a capital baiana siga uma tendência nacional de redução de velocidade nas grandes cidades. “A Transalvador vem fazendo estudos permanentes pra verificar quais são as possibilidades de redução de velocidade. Nós estamos na década da segurança viária e o Brasil tem um pacto com a ONU - Organização das Nações Unidas- de reduzir o número de acidentes de trânsito em 50 por cento até 2020. Nós estamos atrasados neste cumprimento. É preciso que a população abrace este compromisso, porque a prefeitura de Salvador tem se empenhado muito no cumprimento destas metas”. Ainda conforme a técnica da Transalvador, para haver maior redução dos acidentes “o condutor tem que se colocar no lugar do pedestre, porque ele também é um quando não está conduzindo. Então precisamos todos se respeitar e isto só pode acontecer com educação no trânsito. O espaço compartilhado se não for respeitado por todos os atores, condutores e pedestres, o poder público sozinho não consegue fazer a sua parte. É preciso um convívio respeitoso dentro deste universo compartilhado. A vida está em primeiro lugar”, conclui.
Procedimento para socorro - Em caso de acidente de trânsito com vítima, o motorista é obrigado a chamar imediatamente o Samu e a polícia, conforme determina o Código de Trânsito, para não ser autuado por omissão de socorro. “Com lesões graves ou leves tem que prestar socorro e sinalizar a área para que não aconteça outro acidente. Tem que ficar o tempo todo ali prestando o socorro cabível, dentro da sua possibilidade, para depois prestar esclarecimentos às autoridades”, orienta. Para melhorar a educação no trânsito, o município abriu concurso público para premiação de projetos de engenharia de tráfego. O objetivo é incentivar idéias inovadoras, para a gestão de um trânsito sustentável, direcionadas à mobilidade urbana. Podem participar alunos de graduação das faculdades públicas e privadas, e as inscrições seguem até o dia 28 deste, de forma presencial. Para mais informações, os interessados devem consultar o Diário Oficial do Município de 06 de agosto. Os vencedores serão contemplados com computadores. (Tribuna da Bahia)